Inflação da Argentina diminui para 2,2% em janeiro e acumula 84,5% em 12 meses

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O país apresenta a menor inflação mensal desde 2020, com uma desaceleração no índice anual. Ajustes econômicos sob o comando de Javier Milei são apontados como causa.

A inflação na Argentina registrou um crescimento de apenas 2,2% em janeiro, a menor taxa mensal desde julho de 2020, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec). A inflação desacelerou em comparação com os 2,7% registrados em dezembro do ano anterior.

Além disso, o índice anual de preços, que acumula a variação dos últimos 12 meses, chegou a 84,5%. Este valor está abaixo dos 100% pela primeira vez desde janeiro de 2023. Em dezembro de 2024, o índice anual havia chegado a 117,8%.

Ajustes econômicos e medidas de austeridade

Esses resultados refletem a implementação de medidas de austeridade promovidas pelo presidente ultraliberal Javier Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023. O governo de Milei adotou uma série de cortes nos gastos públicos e retirou subsídios em serviços essenciais, como água, gás, eletricidade e transporte público.

Essas ações, que visam reequilibrar as finanças do país, também resultaram em um aumento imediato nos preços ao consumidor, embora tenham contribuído para um superávit fiscal e uma recuperação na confiança dos investidores.

Milei, em recente entrevista, afirmou: “Com as mudanças nos subsídios, houve um aumento nos preços ao consumidor, mas conseguimos manter a trajetória positiva da economia, alcançando superávits e recuperando a confiança dos investidores.” O presidente tem se mostrado otimista quanto à recuperação econômica, embora os desafios ainda sejam grandes.

O objetivo de controlar a inflação

Uma das metas mais ambiciosas do governo de Milei é reduzir a inflação para menos de 2% ao ano. Segundo ele, essa medida permitiria a eliminação dos controles de capital que ainda limitam o mercado financeiro e os investimentos no país.

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“Reduzir a inflação é fundamental para eliminar os controles que prejudicam os negócios e os investimentos. Nosso objetivo é que a inflação se mantenha abaixo de 2% para que possamos avançar nessa direção”, declarou Milei em uma reunião com economistas.

Apesar do otimismo do presidente, os analistas permanecem cautelosos. A consultoria econômica argentina Eco Go, por exemplo, emitiu um relatório em que afirma: “Esperamos que a inflação permaneça em linha ou ligeiramente acima do que foi registrado em janeiro. No entanto, a tendência de queda continuará ao longo do ano, possivelmente quebrando a barreira de 2% na segunda metade do ano.”

Desafios com o FMI

Outro desafio importante para o governo argentino é a negociação de um novo acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), já que o país ainda possui uma dívida superior a US$ 44 bilhões com a instituição. A Argentina, um grande exportador de grãos e um crescente produtor de energia, tem enfrentado uma inflação de três dígitos nos últimos anos, o que lhe conferiu o título de país com a maior taxa de inflação anual do mundo.

O governo de Milei, portanto, busca alcançar uma estabilidade econômica para enfrentar a dívida externa e melhorar as condições para o mercado de investimentos. No entanto, a redução da inflação será uma peça chave nesse processo.

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